terça-feira, 6 de abril de 2010

Mudando de casa - Sarah e Veronica

mudando de página...

os interessados em saber sobre sarah & veronica e outros assuntos lésbicos sigam para meu novo blog:

www.openoarmario.wordpress.com

beijo criançasss

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Amigos sonhadores de primeira viagem,

Deixo aqui uma lista de sites, blogs e afins onde econtrarão mais notícias de Savero.

www.ilsognosavero.wordpress.com [em português]

www.afterellen.com [em inglês]

www.nileciardi.blogspot.com [em espanhol]

www.veronicaciardi.eu [site oficial de Vero, criado pelo PapaCiardi - em italiano]


AOS SONHADORES VETERANOS DE GUERRA,

Saritah, nossa amada Nile non lesbica, chutou o pau da barraca de vez em uma entrevista à revista italiana Visto. Deixo aqui a tradução da entrevista [feita pelo google rs].

"Sarah: Eu pensei que estava pronto para ter Vero sair na segunda-feira B / C Eu sabia que quase de certeza, mas quando ouvi Alessia dizendo que “quem você tem que deixar a casa” Eu senti meu coração partido de qualquer maneira. Eu amo a minha Veronica ficar b / c este teria realizado o nosso sonho mais longe. Eu seria um vencedor muito com ela, mas … (jornalista: quebras de sua voz, mas depois de um tempo ela repete – a falar de Mauro: é injusto blabla) … uma coisa é certa: nenhum voto vai quebrar o nosso sonho, meu e de Verônica, ela será mais forte do que tudo fora. Eu vou finalmente poder viver dela, abraçá-la e compreender muitas coisas com ela. Apesar da minha tristeza, isso me faz muito feliz.

Q: Sua amizade com Veronica foi um dos sentimentos mais intensos que nós vimos no GF este ano. Confiabilidade, cumplicidade, mas beijos, abraços, carinhos, bem como que não têm nada diferente de um casal apaixonado. Seus planos para o futuro também.

Sarah: Infelizmente não vi Veronica não para um segundo após a sua expulsão. Eu adoraria ter podido dizer-lhe para prender apenas por mais uma semana B / C, temos uma vida inteira pela frente. Afinal maldade que ela teve de aturar no último poucas semanas, especialmente, eu teria que queria abraçá-la e sussurrar em seu ouvido: “Não se preocupe, você e eu juntos fará todo o sonho”. A primeira é ir viver juntos. Estou ansioso, se ela ainda quer, para ir procurar o nosso lugar. Eu sei que ela não gostava de Milão, mas, como ela disse, “em nome de um amor pode fazer tudo”. O “sonho” muda e você não observará mesmo. Eu, por exemplo, sou muito independente e eu teria pensado que isso seja muito compromisso, mas agora eu não posso esperar. A idéia de compartilhar os nossos espaços de novo 24 / 7, apenas a 2 de nós, não é assustador, pelo contrário estou animado. Eu estou pronto para enfrentar os problemas da vida cotidiana B / C, juntos, algo de ar maiores.

(…..) Cerca de fãs internacionais, Sarah: tudo tinha sido involuntaray e espontâneo, temos hust transmitir o que estávamos sentindo e ppl tem que (…) A vida é amor e aquele que não tem sexo representada ou obstáculos geográficos.

Pergunta: um americano comentarista (?) Começaram uma campanha de TV italiano acusa de ter suavizado sua relationoship B / C o amor entre 2 mulheres ainda é um tabu em um país catholinc. Você quer ter usado a palavra “uma forma de amor”. Você se importaria de explicar?

Sarah: Aqueles que têm seguido nos conhecemos: admitindo ser apaixonado por uma mulher não me assusta nem Veronica. Mas se nós amamos uns aos outros como um par, eu prefiro ter nos dizê-lo juntos. Talvez durante um chat no blog do casal da Visto."


Resuminho básico: Sarah "fantástica" Nile reconheceu que ela e Vero estão apaixonadas uma pela outra; que está ansiosa para poderem procurar juntas uma casa para viverem em Milão; Lembrou que Vero não gosta de Milão, mas que a própria disse que por amor pode-se mudar; Que não viu nem falou com Vero quando da saída desta do GF (aliás, sabe-se por fontes quentes que Sarah deu um verdadeiro piti com a produção do GF por não poder ver Vero neste dia); Disse que no dia da eliminação de Vero do GF ela teve vontade de abraça-la e dizer em seu ouvido "não se preocupe. Você e eu viveremos juntas todo o sonho."; E, PRINCIPALMENTE, QUE POR ELA E VERO SE AMAREM COMO UM PAR [CASAL], ELA PREFERE ASSUMIR A RELAÇÃO OFICIALMENTE QUANDO PUDEREM FAZE-LO JUNTAS.

Sarah me mata de orgulhoooo

Chorei convulsivamente ao ler esta entrevista.

Segunda-feira temos [todos os sonhadores] um encontro marcado com a TV [para os italianos] e com o pc [para o resto do mundo]. Sarah e Vero se reencontrarão. O sonho está mais vivo do que nunca e prestes a se concretizar de fato.

O apoio da família de Vero e de todo o mundo parece ter sido fundamental para que Sarah se abrisse tanto, afinal.

Sarah e Vero, estamo todos sonhando juntos!!!

Sarah e Veronica - A repercussão do SOGNO

"IL SOGNO"

Este é o termo que vem sendo repetido nos mais diversos idiomas e em dezenas de países ao redor do mundo.

Il sogno, the dream, el sueño ou simplesmente O sonho. Italianas, espanholas, argentinas, venezuelanas, americanas e brasileiras encabeçam a lista de "sonhadores".

O sonho que começou dentro de um reality show italiano em poucos meses ganhou o mundo. O Grande Fratello jamais poderia
imaginar a proporção colossal que tomaria a história de uma professora primária com dotes de mulher fatal (mas que na verdade é como uma criança em corpo de mulher)
com uma coelhinha da Playboy (agora capa da playboy).

Quem passa horas em frente ao pc vasculhando a vida de Sarah e Veronica, perdendo noites de sono, sentindo palpitações, suando frio,
tremendo dos pés à cabeça, chorando como nunca imaginou e esperando ansiosamente toda segunda feira que levante a mão e grite: SAVERO!!!!!

É isso que temos passado. À qualquer possibilidade de encontro de Sarah e Vero nós ficamos enlouquecidas. E se o GF arma para que não se vejam... Sentimos aquela vontade infernal
de jogar uma bomba atômica sobre a cabeça dos diretores do GF.

Amor e ódio nos acompanham nessa empreitada. Amor por Sarah, por Vero, pelo pai de Vero, pelo irmão (aquele dos juramentos) de Vero.
Ódio do GF, de Mauro, Mássimo.

Outros personagens acabaram por ganhar nossa simpatia ou antipatia ao longo dessa jornada.
Maicol, Alessia (a vela do século) ficaram pela simpatia. Alessia (Bial), o sujeito careca da flor e Carmela foram da simpatia para
a antipatia em questão de minutos.

Que ninguém experimente tentar se meter entre nossas musas italianas porque estará comprando briga com... Bem, conosco. E olha que não somos poucas.
Pense na audiência das olimpiadas de inverno? Pensou? Devo dizer então que somos muitas mais.

Somos as fãs do sonho.

Sarah e veronica, vocês entraram para a história do GF, da Itália e das nossas vidas.
Vejo-me dentro de alguns anos contando para meus filhos: "Houve um tempo em que o mundo parou. Completamente mobilizado
para vero um determinado SOGNO acontecer. Era SaVero ganhando o planeta!"

Para os "sonhadores" mais desavisados, Vero ainda está isolada pelo GF e não viu Sarah.
No entanto. segunda elas se reencontrarão e afinal estarão livre para viver o sonho.

Tente procurar no google por Sarah e veronica. 12.400.000 resultados. Achou pouco? As séries mais vistas dos EUA, a franquia CSI, Criminal Minds e House têm aproximadamente esse público.
Ou seja, O casal Savero, que só passava na TV italiana; que já saiu do GF; que começou sua repercussão através do famoso boca-a-boca no meio lésbico, têm essa repercussão.

Sarah cedeu uma comovente entrevista a uma revista italiana e deu a entender que só espera por Vero para que assumam a relação.

O SONHO VENCEU!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ainda sobre sarah e Vero do GF [Parte II]

Sarah seguiu com suas entrevistas e em umdado momento foi questionada sobre Vero (pra variar) respondeu algo sobre ter filhos com homem e blablabla. Mas não deixou de dizer que se fosse pra falar de amor, ela falaria de Veronica.

Veronica e sua bela coelhinha sarah ganharam o mundo e milhares de fãs devotas. Mais de 5000 comentarios em uma pagina de blog, meninas ensandecidas para acompanhar essa saga. Americanas, Espanholas, Italianas, Brasileiras... E não satisfetias em apoiar de longe esa história, as fãs enviaram um avião com uma mensagem "Vero, estamos com você e com o sonho".

Na penúltima segunda, o GF preparou uma surpresa para Vero. Ela poderia escolher se queria ver Sarah ou Massimo. Acreditando na possibilidade de uma possível manipulação por parte do GF as fãs novamente entraram em ação.

Outro avião sobrevoou a casa gigantesca do GF na manhã do dia da fatídica escolha de Vero. "Vero é um ser especial. Fãs do sonho".
Aqui há de se explicar 2 coisas: Vero comentou que a música italiana "la cura" é a música delas e na tal canção há uma parte que fala sobre ser especial.
2° ponto: Vero e Sarah tratam a relação delas por "Sogno" (sonho).

Na hora da escolha, Vero (ao contrário do que muitos achavam, inclusive eu) não pensou duas vezes, disse que tinha que seguir o que seu coração dizia e pediu para ver Sarah. Por sua vez a loirinha da playboy estava em cólicas de nervoso, louca pra ser escolhida. Vero bateu o recorde dos 20m rasos com salto (o que daria inveja até para o Bolt) para encontrar sua Sarah através de um vidro (pausa para minha indignação pessoal agora por cusa do vidro). sarah chorava com as mãos na boca e as duas gritaram e refizeram juras de amor.
Sarah disse que quando sente saudades vê os vídeos delas e que sempre responde quando Vero diz dentro da casa que a ama.

Antes disso, um momento bem divertido de deslize de Sarah, em uma entrevista junto com a avó de Nicola (um dos fratellos já eliminados) ouviu da velha que não tem nada melhor pra fazer da vida que o beijo dado por ela e Vero no reveillon teria sido horroroso. Sarah: "Maravilhoso, foi maravilhoso". Ponto pra Sarah.

O que ocorre agora é que Sarah vem abrindo aos poucos a porta do armário durante as entrevistas que dá. E Vero, bom, nossa amada Vero stá no paredão junto com o queridinho da Itália, Mauro.

É provável que ela saia nesta segunda e vá para os braços de sua sarah. Mauro aliás que protagonizou com Vero ma briga que entra para os anais da história de todos os Big Brothers em todo o mundo. Após ouvir o invejoso Mauro dizer que tentara se masturbar pensando em sarah e depois ainda oouvi-lo chamar a ela (Vero) de prostituta, Veronica se descontrolou. Ela e Mauro quase se mataram (ainda bem que as facas estavam longe deles rs) e Vero acertou-lhe um tabefe no meio das fuças. Merecido.

Com a mão de Vero que voou na direção do rosto de Mauro estavam milhares de mãos pelo mundo todo, inclusive a minha e a de Sarah. Aliás, teve sorte o invejoso. Fosse a sarah no lugar da delicada Vero ele teria levado um tiro de bazuca e não um tapa.

Segunda-feira nossa saga ganhará novos ares. Serão as entrevistas que as duas darão juntas e separadas e os paparazzi na cola delas. E nós? Bem, nós ficaremos vendo e traduzindo tudo o que encontrarmos.

Sarah Nile e Veronica Ciardi são desde já, o casal do ano de 2010.

Ainda sobre sarah e Vero do GF

A saga de Sarah e Vero continua.

Após a saída de Sarah do programa GF, Vero se mostrou forte e pronta para revidar a separação provisória causada pelo invejoso Mauro, contra-atacou. Provocou as mais variadas discussões com ele.

Resumindo humildemente uma videomensagem que Sarah deixou para Vero após sua saída da casa (meu italiano se resume ao tradutor do google), Sarah pediu que Vero fosse forte e mantivesse o que haviam combinado. Ou seja, Saritah deixou instruções para que Vero não arrombasse a porta do armário.

No entanto, se Sarah que possui uma mente fria e brilhante não consegue segurar a farsa de "io non sono lesbica" o tempo todo, imaginem nossa amada Veronica, espontanea e passional?

Vero acorda todos os dias dando bom dia ao Sogno (leia-se Sarah), sem esquecer, é claro, das milhões de vezes em que solta ao vento seu amor por Sarah.

E Vero até que tenta se controlar. Vez ou outra fala de Massimo, mas não consegue por muito tempo. Em conversa com Cristina disse q ncessitava ver, falar e abraçar Sarah. Ouviu de Cris que Sarah deveria ter várias garotas atrás dela do lado de fora da casa e ergueu a cabeça em um rompante (porque estava de cabeça baixa) bradando um sonoro "NÃO".

Enquanto isso, do lado de fora da casa do GF Sarah dava entrevistas e mais entrevistas reafirmando a amizade das duas e escapando pela primeira saída estratégica à esquerda que encontrava quando perguntada de Vero.

Mas como disse anteriomente, ela não é capaz de se segurar o tempo todo. Em uma das "puntatas" (as edições ao vivo do GF) viu o programa passar um vídeo com momentos de Vero e Massimo para a casa e ouviu Vero dizer que sentia falta do brutamontes. O que provavelmente fez seguindo instruções de Sarah, mas ainda assim, saritah (na platéia) fez uma cara e que não gostou nadinha. O que se deu a seguir e que comprova minha tese foi o desespero de Vero ao chegar ao confessionário.

Preocupada com o que sua namorada poderia pensar Veronica pediu linceça à Bial deles (pq ela deveria apenas votar no confessionário) e falou sobre a diferença da relação dela com Massimo e com sarah. Disse que pensava em Sarah todos os dias e que a levava no coração. Saritah arrancou a máscara e gritou da platéia "ti amo, amore" posterior a um grande suspiro de alívio. Lembrem-se que sarah não é deizer que ama a Vero na frente de todos. O resultado: Vero quase chorando e toda emocionada respondeu que também a ama.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sobre Sarah e Vero, do Grande Fratello.

O que faz com que um reality show consiga tanta audiência, esteja nos horários nobres
de qualquer emissora? Mais do que as novelas, os jogos de futebol?
É o fato de retratar pessoas reais, dramas reais, romances reais.

Não que as edições, os "big boss" não manipulem o "jogo". Claro que isso acontece, afinal,
os reality shows estão nas grades das emissoras para trazer lucros a elas.
No entanto, nem tudo pode ser manipulado. Porque embora os próprios participantes tentem ocultar partes de sua personalidade,
o que é perfeitamente aceitável, tendo em vista a consciência dos próprios defeitos que podem complicar o caminho de cada um até o prêmio máximo.

O encantador é que uma hora ou outra isso se desfaz, nem que seja por alguns minutos, mas se desfaz. Pela razão mais simples do mundo, são pessoas de carne, osso e emoções.
Não podendo controlá-las o tempo todo de forma a se colocar em uma redoma, os humanos lá presentes se mostram tais como são.

Não me entendam mal, não falo de máscaras, tampouco de falsidade oou coisa que o valha.
Não há nada mais natural do que se ocultar partes de nós a fim de conquistar um objetivo. Fazemos isso o tempo todo, em todos os lugares.
Quando o prêmio é uma alta quantia de dinheiro e a visibilidade para um (ou vários) país inteiro... É 30 vezes mais natural.

E é nesse mote que venho chamar a atenção para duas italianas que conseguiram mobilizar mulheres e meninas do outro lado do oceano.
Veronica Ciardi e Sarah Nile, participantes do Grande Fratello - o Big Brother italiano - conquistaram o carinho e muitas horas do dia de várias meninas
(em sua esmagadora maioria lésbicas, por uma questão óbvia de identificação).

Veronica, carinhosamente chamada de Vero, uma linda e sensual modelo acostumada a monopolizar as atenções masculinas e fazer delas o que bem entendesse. Assim entrou no GF,
tendo logo de cara, vários homens a disputando.
Sarah é uma coelhinha da Playboy. Entrou para o GF numa tentativa dos produtores de "rachar" as atenções masculinas. Fato que obteve o resultado desejado.
No entanto, o improvável aconteceu. Em meio a brincadeiras e uma aproximação decorrente da própria convivência, Vero e Sarah levaram a sério a história de se conhecerem melhor.
E se conheceram tão bem que se apaixonaram.

A disputa de egos pela perda natural da atenção que Sarah e Vero dispensavam aos rapazes da casa levou ao paredão mais triste de um reality show. Vero x Sarah.
No desespero da produção do programa, uma vez que o casal Savero era a alavanca de audiência deles, houve a manipulação. Chamadas ao confessionário pela produção, Sarah e Vero tiveram que se afastar para
que pudessem se aproximar dos outros membros da casa. Sarah então teve a grande idéia. Sabendo que a possibilidade de ganhar era muito maior para Vero - única capaz de enfrentar o favorito Mauro - sacrificou-se.
Passou, na última semana de confinamento, a se envolver com um dos rapazes da casa (vulgo Ibizaman), ganhando assim a fama promíscua que antes pertencia a Vero.
Vero... de menina inconsequente para passional e frágil, características tão peculiares e tão enraizadas nela. Esse lado apaixonado e entregue foi uma descoberta da própria Sarah.

Sarah... de coelhinha da Playboy a uma mulher forte, uma jogadora brilhante e completamente dedicada a "limpar" a imagem de Vero e proteger sua frágil namorada.

Deste paredão, saiu Sarah, ou seja, ponto pra ela. Sob juras de amor e com a voz de Sarah dizendo que esperaria Vero lá fora, a loira coelhinha da Playboy saiu do GF.
Inesperadamente um dos participantes homem - que era louco por Vero e que fatalmente tentaria conquistá-la aproveitando-se da fragilidade da modelo morena - Massimo, foi desclassificado do programa no mesmo dia do anúncio da saída de Sarah.
Coincidência? Não. Ciúmes mesmo. Em um muito provável acordo entre Sarah e a produção do programa, seu sacrifício por Vero (o que garante audiência ao programa, uma vez que Mauro não será considerado vencedor com antecedência)
valeu uma exigência de desclassificação do tal Massimo, que durante o programa blasfemou contra a religião católica.

Neste site http://lebiscoito.wordpress.com/2010/01/22/chat-exclusivo-sobre-sarah-e-veronica

mais de 1.500 comentários de meninas conquistadas pelo drama e romance real vivido pelo casal "Savero". Apaixonadas pela história de amor que poderia acontecer com qualquer uma delas.
E aí, eu me incluo.
Nós, eu e elas, viramos madrugadas acompanhando pela internet o desenrolar ao vivo e em videos que foram parar no youtube, essa história.

E ela ainda está rolando.
Portanto, declaro desde já minha torcida fanática pelo final feliz de Sarah e Vero.

São as lésbicas brasileiras atravessando o oceano com mensagens positivas de quem acredita no amor.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mariana

Mariana

Bastava um olhar
pra ela me decifrar
levava só um segundo
pra ela me entender.
Eu falava de amor
só para impressionar
para vê-la se perder
dentro do meu olhar.
Mariana sabia de mim,
sabia que essa mulher
era só uma menina
que no caminho brigou com a fé
e a perdeu em alguma esquina
Mariana sabia também
que não havia como procurá-las
tanto menina quanto mulher
perdidas e desarticuladas
dentro de mim.



Transborda uma vontade imensa de saber mais... quando ela cala.
Essa revolução de pensamentos desconexos que não consigo nomear
...
divinamente galesa
...

domingo, 16 de agosto de 2009

Sobre imagens refletidas

Ela sabia o que sentia, ainda que não quisesse sentir.
Sabia que ali estava um rosto no qual não se reconhecia, mas que era seu.
Os olhos castanhos pareciam tão escuros agora.
Seria de dor, de raiva, de mágoa?
Franziu o cenho... tanta coisa já havia acontecido
conhecera pessoas, perdera amores
havia visto tanta gente partir, deixando-a..
ou ela os deixava, não sabia ao certo ou tinha medo de saber.
Então era isso...
não era raiva, mágoa ou dor de espécie alguma..
era só o vazio.

domingo, 26 de julho de 2009

Sobre aprender a voar

Um lugar qualquer,
acima do 10º andar
para eu poder me atirar de lá
será que eu saberia voar?
Meu corpo atirado no espaço
entre a genialidade e a loucura,
jogada num lapso temporal
eu saberia voar?
Bateria em uma nuvem
para sentir alguma gota da 1º chuva do ano,
aquela que ainda não chegou
a nuvem me cuspiria de lá?
Arremessada contra o Cristo Redentor
[a nuvem me arremessava
ou o impulso vem de mim mesma?]
e o bispo que reza pro Cristo,
ia gritar "você peca"
e me atirava de novo
no espaço vazio de azul
e repleto de uma fumaça cinzenta
que não era da nuvem...
até me acertarem de costas,
por sobre as rochas.
E dali de onde eu vejo o mar
vejo as ondas querendo lavar o sangue
que mancha esse asfalto onde pisa
insistente
e avassaladora,
a violência.
E eu me pergunto
eu saberia voar?
E de lá do meu lugar,
mais alto que o 10º andar,
voa a dor
e eu grito pra nuvem "me leva".
Dedo médio em riste,
"Bispo você nada vê, você peca também."
Deságuo naquelas rochas,
de frente pra orla
onde o mar quebra...
no Arpoador.

Eu aprendi a voar sem você.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sobre memórias vagas

Talvez porque as pessoas têm necessidade de encontras humanos, porque rumamos para agrupamentos, porque não conseguimos viver sozinhos, porque precisamos nos comunicar com a família, com os amigos, com desconhecidos, com antigos conhecidos que hoje não passam de fiapos translúcidos de memória.
talvez por tudo isso e mais algumas razões desconhecidas, nós usamos o Orkut, o Facebook, o Myspace, Twitter e tudo o mais que pudermos para que consigamos nos comunicar.

Mas eu só pensei nisso agora, mais precisamente enquanto fuçava o Orkut de uma garota que estudou na minha classe durante o ensino médio por cerca de dois anos.
Uma garota bonita, magra, descendente de japoneses e cuja cor original dos cabelos deveria ter sido castanho, mas isso eu nunca cheguei a saber, estava sempre loira.
Nós não conversávamos direito nessa época (que agora parece extremamente distante), na verdade poucas pessoas falavam comigo com frequência na escola considerando minha baixa popularidade e a homossexualidade declarada que tinha me transformado em alvo de piadas grosseiras da maior parte dos amigos héteros dela.
Hoje eu sei que isso se chama "bulling", mas antes eu só tinha vontade de jogar uma bomba sobre a escola mesmo.

A razão que me levou ao Orkut da garota foram as fotos de uma criança, uma menininha linda que me fez pensar "será que é filha dela?". Por mais que me esforce pra achar natural pessoas tão jovens sendo mães e pais acho que não me acostumei exatamente com isso ainda.
Principalmente levando em conta pessoas que um dia conviveram comigo todos os dias úteis da semana durante um ano ou mais.
Ela sentava perto de mim, eu acho, e tinha um grupo grande de amigos na sala, as meninas sentavam perto dela e os rapazes um pouco atrás. Embora eu quisesse fortemente estrangular os garotos eu até que me dava bem com ela e as meninas, na medida do possível.
Elas deviam falar de mim (mal, provavelmente), mas não tinham o hábito de escrever piadas maldosas no quadro nem passavam as aulas me perturbando como os garotos e isso já me era suficiente.

Daquele grupo (dela e das amigas) ao menos três já têm filhos. Uma ainda no primeiro ou segundo ano (e, portanto, não se formou conosco), a segunda especuláva-se grávida no final do terceiro ano e posteriormente de fato teve uma filha (uma graça, por sinal) e ela.
É possível que tenha havido mais grávidas, mas isso eu não sei.

O que me parecia incrível é que quando tinha uns 15 anos eu pensava que gravidez na adolescência só ocorria às meninas da rede pública de ensino, mas eu estudei a vida toda em colégios particulares e na época (como em grande parte da vida) eu estudava em uma tradicional escola católica no centro da cidade onde ainda moro, Nova Iguaçu.
E por isso ficava meio chocada, meio curiosa com essas notícias de gravidez.
A nissei em questão, deve ter a minha idade, 21, menos ou mais com pouca diferença.

Não sei ao certo por que toquei nesse assunto hoje, mas penso que as fotos dela com a filhinha remexeu certas lembranças dentro de mim e despertou minhas memórias, nem sempre agradáveis, com aquela sensação de tempo correndo, de vida passando mais rápido do que consigo acompanhar e eu me vi sentada e absorta diante do notebook.
E me deu vontade de escrever sobre o que lembro daquela época há quatro ou cinco anos de distãncia da data de hoje.
Eu ali sentada na minha carteira, tentando afundar nela toda vez que ouvia as piadinhas imbecis dos amiguinhos dela e ela com as amigas, todas sentadas na frente e no meio da classe, conversando (o que faziam na maior parte das aulas) tranquilas, tão adolescentes quanto eu mesma e me pergunto se elas (ou eu) imaginavam suas vidas assim dali pra frente.

O que essas memórias me despertam é a sensação de que todos nós (ou a maioria) aproveitamos bem nossas adolescências, ora querendo se filiar a Al Quaeda e explodir um avião contra os prédios da escola, ora batendo um papo descontraído com os amigos. Porque boas ou não, são essas as lembranças que vão ficar nas nossas mentes quando fuçarmos o orkut de alguém da época só pela curiosidade de saber no que estas pessoas se transformaram, como têm levado a vida, ou meramente se ainda existem.

Penso que ando saudosista demais...

sábado, 11 de julho de 2009

Por que você é hétero?

1. O que você acha que causou a sua heterossexualidade?

2. Quando e como você decidiu que era um heterossexual?

3. Você acha possível que a sua heterossexualidade seja apenas uma fase que você um dia irá superar?

4. Você não acha possível que a sua heterossexualidade tenha origem em um medo neurótico de outros do mesmo sexo?

5. Os seus pais sabem que você é heterossexual? Seus amigos e colegas sabem? Se sabem, como foi que reagiram?

6. Por que você insiste em exibir a sua heterossexualidade? Você não pode apenas ser o que é e ficar na sua?

7. Por que os heterossexuais enfatizam tanto o sexo?

8. Por que os héteros insistem tanto em forçar os outros a adotar seu estilo de vida?

9. Uma maioria desproporcionalmente alta de pedófilos é heterossexual. Você não acha perigoso expor crianças a professores heterossexuais?

10. O que exatamente um homem e uma mulher fazem na cama? Como podem eles saber como agradar ao outro, sendo tão diferentes anatomicamente?

11. Apesar de todo o apoio que o casamento recebe, o divórcio cresce exponencialmente. Por que existem tão poucas relações estáveis entre heterossexuais?

12. As estatísticas mostram que a incidência de moléstias sexualmente transmissíveis tem seu índice mais baixo entre lésbicas. É realmente seguro uma mulher manter um estilo de vida hétero e correr o risco de doenças e de uma gravidez indesejada?

13. Como pode você se tornar uma pessoa inteira se você se limita a uma heterossexualidade exclusiva e compulsiva?

14. Considerando a ameaça de superpopulação,como poderá a raça humana sobreviver sendo todo mundo heterossexual?

15. Dá pra confiar na objetividade de um terapeuta heterossexual? Você não sente que ele/ela poderá estar inclinado a influenciá-lo na direção de suas próprias experiências?

16. Parecem haver tão poucos heterossexuais felizes. Já foram desenvolvidas técnicas que podem permiti-lo mudar se você desejar. Você já considerou a hipótese de tentar a terapia de conversão?

17. Você gostaria que um filho seu fosse heterossexual, mesmo sabendo dos problemas que ele/ela vai enfrentar?

18. Se você nunca foi pra cama com alguem do mesmo sexo, será que você não está mesmo é precisando de um bom amante gay?


Este texto eu encontrei em um blog enquanto fuçava por aí. Mas é bastante interessante inverter os papéis pra que se sinta o que se costuma proporcionar aos outros.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sobre romances e tempestades

Você nunca saberá
não entenderá o porquê
ainda que eu lhe mostre
claramente o que há por trás dos meus olhos.
você não compreenderia
a paz que me tomava quando você sorria
ou o que me entorpecia no toque das suas mãos..
não, você não sabe o que é isso
esperar anos a fio pelo som de uma risada
desejando, silenciosamente, a vida que emanava dela.

Também não entenderia
o desespero de sair de cena
na compreensão de não poder fazer feliz o seu dia.

E foi na angústia de vê-la não saber sobre mim
que algo em mim doeu,
profundamente..
e eu fui fugindo, como pude,
mas enquanto corria
eu a carregava dentro de mim,
aonde minhas mãos não puderam chegar
não, eu não a alcanço
desabalada
num passo-pós-passo
vc indo embora,
mas permanecendo
todos os dias
em algum lugar aqui dentro.
Você não entenderia
sua voz ecoando em minha mente
suas expressões indo e vindo
e eu fugindo..

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ensaio sobre a solidão

Chovia. 1/4 de hora já havia se passado desde que parara diante da janela da sala de estar, perto das bromélias. "Plantinhas epífitas, exóticas e coloridas" pensou ele enquanto continuava de pé em frente à janela como se esperando que a vida simplesmente passasse.
O velho relógio da mãe, pendurado há anos na parede da sala, insistia inconveniente em lembrá-lo do tempo correndo. Enquanto o tempo ia, desesperado e avassalador, ele permanecia. Estagnado à espera não sabia de quê ou de quem, com a pele enrugando e a cabeça onde todos os dias surgia um novo fio de cabelo branco.
Seria demais dizer que não vivera, possuía uma ou outra lembrança, sempre esparsa, dentro da mente. Um verão em Paquetá com uns amigos, as noites de samba no centro com uma garota, o pôr do sol no Arpoador, sozinho. Ou em Paquetá com uma garota, sozinho na Lapa e o pôr do sol com os amigos, ou em todos eles sozinho.
Esticou a mão até a estante ao lado, abriu uma garrafa de Whisky, doze anos, que ganhara de um homem num inverno qualquer em uma cidade do sul. "Era até bonito, mas velho demais". Preparou uma dose e bebeu sem gelo, gole único, não era habituado a saborear.
Olhou as bromélias do lado de fora, trouxera estas de um lugarejo na argentina, deixando muito mais nítido o olhar distante, quase triste.
As orquídeas ele não gostava nem de olhar, foram presente de aniversário da amiga Sara [ou seria Leila?], uma que havia ligado para ele todas as semanas depois de conhecê-lo sem que sentisse ele vontade de retorná-las, certa tarde o telefone não mais tocou. "Era uma ótima amiga, mas tão volúvel... claro que iria desistir de mim" era o que passava pela cabeça branca do sujeito que adorava plantas, bebia whisky e passava as horas olhando através da janela.
Esticou novamente a mão e trouxe à boca outra dose, lembrou do gosto bom de alguns beijos que lhe entediavam em minutos.
Acendeu metade de um cigarro que havia deixado sobre o cinzeiro, viu-o queimando, esgotando-se muito mais rapido do que ele conseguia tragar e sentia entre os lábios um gosto amargo de álcool, cigarro e saudade de tudo o que poderia ter sido e que por alguma razão que as bromélias teimavam em não revelar a ele, não foram.
Sabia muito de flores e pouco de gente.

sábado, 2 de maio de 2009

2 de Maio

Maio pra ver você chegar

onde nada possa te alcançar

nem os olhos que te olhavam

feito rosa no deserto

e naquele seu rosto de criança

alçavam vôo

pra brilhar no seu céu.

Maio pra ver você sorrir

onde a primeira estrela brilhou

meu sonho mais alto voou

pra te encontrar nesse universo,

meu amor.

Outono pra ver você nascer

folhas pra enfeitar o seu cenário

se linda você sorri pela manhã

é que o sol nasce pra ver você brilhar.

Amanda,

guia seus passos certos

nestes caminhos incertos

e não olhe para trás

anda sem medo de errar

e se precisar chorar

está em mim o seu cais.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Inconstitucionalidade do toque de recolher

Recentemente foi instaurado em uma cidade do interior paulista o Toque de recolher, famoso à época da ditadura militar, talvez não por mera coincidência, sendo um mecanismo de cerceamento de diversos direitos inerentes às pessoas, entre eles o que tange a liberdade de ir e vir.

É preciso ressaltar que crianças e adolescentes, e não só adultos gozam de todos os direitos individuais inerentes à pessoa (de qualquer idade) porque tratam-se de direitos fundamentais arrolados no art. 5 da CF/88, tais como o direito de ir e vir, ferindo a liberdade individual que pertence à pessoa no momento em que ela nasce com vida.

Não obstante, devo ressaltar que leis municipais, estaduais são leis ordinárias e à luz do art. 5, II da CF/88 "ninguém ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei." e lei aqui se interpreta, em consenso geral, em strictu sensu, ou seja, em sentido restrito a Constituição Federal... O direito à liberdade e exercício pleno de direitos individuais e fundamentais, garantidos pela constituição, de crianças e adolescentes está contemplado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em seus arts. 15 e 16, I , lembrando que o termo "legais" deve ser entendido em strictu sensu.

Além disso, o toque de recolher implantado nessas cidades fere o Princípio da Igualdade ao dispensar a todo adolescente tratamento que deveria ser dado somente àqueles praticam atos ilegais, o que deveria ser fiscalizado e repreendido pelas autoridades policiais, trabalho este que acaba mascarado pelo toque de recolher.

Cabe aos pais ou responsáveis legais pelos jovens a determinação de horários para permanência fora de casa dos mesmos.

De fato o toque de recolher ajudou a diminuir os índices de criminalidade juvenil na referida cidade, contudo aqueles que não têm por objetivo cometer qualquer espécie de ato ilegal, e deve-se considerar que formam a maioria, são prejudicados em sua dignidade (ao serem levados ao mesmo patamar de jovens marginais) e em seus direitos de igualdade e liberdade uma vez que não se pode jamais esquecer os direitos que nos são inerentes, adultos ou não.

Os pais desses jovens, que apóiam a medida ditatorial imposta por lá, provavelmente ainda se lembram do que passaram eles mesmos durante a ditadura militar, alguns perderam familiares, amigos ou viram os mesmos voltando de prisões e do exílio naqueles tempos de horror, e ao permitirem que seus filhos sejam submetidos a este tipo de medida estão sujeitando essas crianças a tratamento semelhante ao que lhes era dispensado nos anos de chumbo.

Além disso, deve-se ressaltar que medidas como essa apenas mascara um serviço policial ineficaz, medidas sociais e de segurança pública que deixam muito a desejar. Como diz-se popularmente é uma forma clara de tentar “tapar o sol com a peneira”.

Mas se os pais desejam ver seus filhos reprimidos por uma ditadura camuflada de segurança, como eles mesmos o eram a cerca de 30, 40 anos e apoiar a falta de vontade real que toma conta de seus políticos e membros do judiciário (porque exigir que se façam coisas realmente úteis e eficientes é dever da sociedade que elege seus representantes) então, estão em um bom caminho.

domingo, 29 de março de 2009

À Pyettra... "O amor se multiplica"

Eu a amei mesmo antes de conhecê-la e também antes dela conhecer este mundo. Ainda era um feto desfrutando do doce prazer de estar no ventre da mãe. A amei à distância, quilômetros e quilômetros entre o estado que é o coração de um país e o outro que detém a cidade mais maravilhosa. Eu a conheci por fotos antes de tocar aquelas mãozinhas pequeninas e delicadas como de uma boneca.Ela não gravou meu rosto, tampouco reconhece o som da minha voz, no entanto é mais, muito mais do que simplesmente saber que ali corre um pouco do sangue que corre em minhas veias, é ter a certeza de que ela de alguma forma reviveu uma família, ainda que aos poucos, é reconhecer nos olhinhos pequenos, escuros e puxados dela um pouco do pai, que também permanece distante, transmitindo o amor a um irmão para uma pequena descendente.EU NÃO PUDE ESTAR COM ELA EM SEU PRIMEIRO ANO DE VIDA, MAS PENSEI NELA O TEMPO TODO, PORQUE O AMOR NÃO SE DIVIDE, SE MULTIPLICA!!!FELIZ ANIVERSÁRIO, MINHA PRINCESINHA... minha sobrinha...

sábado, 14 de março de 2009

Eu fui até onde podia por você.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sobre aprender a amar

Havia uma garota, dona de uns olhos pequeninos como ela mesma. Ela estava acostumada a tomar com as mãos o mundo a sua volta, cercada de pessoas, sorrisos e principalmente, outras garotas.Ela gostava muito dessa vida, do cheiro do asfalto durante a madrugada, da mistura amarga de beijos, cigarro e álcool. Sentia-se bem em meio a noite turbulenta, mas não, ela não navegava em águas calmas.Personalidade forte, temperamento difícil e uma dor gigantesca a tomavam centímetro por centímetro e ela ia aos tropeços, bêbada, arrogante, cercada pelas mulheres que conquistava. Não achava difícil essa tarefa, olhava, olhava e na terceira olhada metade do caminho já havia sido percorrido.Mas não pensem que ela não era feliz, ahh... isso ela era. É provável que tenha nascido para esse tipo de vida, uma esécie controversa de fama anônima, havia se transformado em uma grande embarcação que sentia um estranho prazer em navegar por mares tempestuosos, onde o brilhantismo da mente e da capacidade do comandante pudessem se sobressair.
Em um desses mares a garota encontrou alguém, como milhares de outros alguéns, mas ao chegar ao fim não gostou de ser deixada, traída..Achava-se mesmo importante demais pra ser deixada de lado e enganada de forma tão torpe. Especialista em grandes contra ataques, ela derrubou o "inimigo", tempos mais tarde, atirando tão logo contra o orgulho desse adversário insolente, tirando-lhe o par..Esse par.. uma menina linda, dona de uns olhos castanhos muito escuros, uma boca em formato de coração e uma vontade enorme de acertar.Ela tinha medo de se deixar envolver pelas conhecidas artimanhas da intempestiva garota do início do texto, mas encontrava naquele par de olhos claros uma razão pra seguir em frente.
Elas aprenderam, degrau por degrau, as dores e o prazer da vida a dois [ou a duas, nesse caso], pode-se dizer que cresceram juntas.e a garota, a do início, foi se apaixonando todos os dias por aquele porto tranquilo, doce.Agora já não pensa em abandonar este porto.. é ali que fica o seu cais.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O signo do Dragão

DRAGÃO
Animal mitológico símbolo da força, da coragem e da sabedoria.

Ela acordava todas as manhãs, cara amassada, cabelos para o alto, olhos sem querer abrir.Vestia-se para a escola, uniforme sempre mais largo que os das outras meninas, encarava o horizonte sem muita certeza e ia.

No primeiro passo, pequeno, aquela criança que não devia ter mais que uns 7 ou 8 anos era apontada por algum desconhecido pela rua. "Ela é estranha" era a mais delicada das frases que costumava ouvir. De fato, talvez fosse mesmo estranha, mas aquilo a incomodava. Algo dentro dela se revirava com isso.POrtão adentro era a mesma coisa e na volta também. Ela jogava futebol com os meninos e andava com a cara amarrada.

Mas quando a via.. tudo desaparecia. Os olhos de um castanho muito claro brilhavam e ali, de frente para ela, a menina dos olhos claros sentia-se muito bem. A outra a abraçava, sentava em seu colo e a pele da jovem "estranha" ia arrepiando. Enquanto a via, o sorriso, os olhos muito escuros, a pele morena bem clara, as formas do rosto...ia parando o tempo..

Ela sabia que era diferente de uma suposta maioria, só não entendia por que havia de ser estranha por isso. OUvia constantemente os comentários, as insinuações. Eles não cessavam com o tempo, mas ela deixava de prestar atenção com o passar dos dias. O que ouvia sobre ela influenciava menos num dia do que no anterior e assim em diante.

Acordou um dia e vestiu-se para a universidade.A miopia disfarçada em um par de lentes de contato, gel nos cabelos, cabeça erguida, cigarro [Carlton] na mão esquerda e na cabeça as lembranças de como chegara até ali.Abria sempre um sorriso, exposição sem medo de ideais, carinho com aqueles que a acompanhavam, lealdade aos amigos, uma segurança em si mesma, gentileza com os desconhecidos, curiosidade e vontade de aprender sobre tudo um pouco.Carregava consigo tudo o que precisava.Uma garota a olhou assim que passou pelos portões, mas não a apontou [embora alguns ainda fizessem isso], a garota a encarou e deixou por isso mesmo.Na sala encontrou novamente com a garota da entrada, era bonita demais a menina, e foi lá que ficaram se olhando.Era uma "estranha" aos olhos de uns e uma atraente menina aos olhos de outros. os dias em que passava ainda criança e adolescente pelas ruas e ouvia os comentários foram criando dentro dela uma certeza de quem era, do que queria, de seus objetivos.

Cresceu nela a personalidade forte, o temperamento difícil, a experiência no trato com as pessoas, a compreensão sobre inteligência e diversidade, a lealdade.Ás vezes ela pensa que isso contribuiu para uma certa atração que algumas pessoas sentem por ela. Isso a ajudou e ela agradeceu, silenciosamente por todos aqueles que um dia a apontaram e cochicharam enquanto ela passava, e àqueles que ainda fazem isso porque quanto mais fazem mais certeza ela tem de que aqueles que não fazem estão trabalhando para construir um lugar melhor para vivermos.O signo dela no horóscopo chinês? DRAGÃO.